Diário da Futura Mamãe: o primeiro trimestre

Diário da Futura Mamãe

Muito bem, como eu falei no post onde contei sobre a chegada do nosso herdeiro, toda semana vou compartilhar um pouco com vocês sobre como está sendo esta experiência loucamente deliciosa. Então, hoje, começamos a série do “Diário da Futura Mamãe”. Futura em parte, pois desde que descobrimos que estamos grávidas já sentimos uma estranha conexão com o nosso bebê. É algo inexplicável, e muito difícil de descrever em palavras, mas, mesmo sendo só um pontinho dentro da gente, é impressionante o sentimento que nasce em nossos corações, bastando ver aquelas duas linhas no teste de farmácia.

Bom, o primeiro trimestre é sempre temido, pois é a fase onde o bebê se desenvolve e queremos que tudo corra bem. Daí, já começa com um certa tensão, principalmente quando se passou por uma experiência nada boa. Tivemos a “sorte” de descobrir quase com sete semanas, então, na primeira ultra já ouvimos o coraçãozinho bater freneticamente, a 170 batidinhas por minuto. Essa foi uma grande vitória. Confesso que fiquei meio louca e, se pudesse, teria feito uma ultra por dia, só para ver que meu filhote estava bem, hahaha, não fiz diária, mas fiz quatro até a 12ª semana – a loka.

Essa fase, que é bem ruim para muitas mamães, para mim foi até tranquilo. Não enjoei, apenas sentia uma leve náusea pela manhã, onde escovar os dentes era tarefa chata, mas que logo passava. Sentia muita fome. Gente, não é uma fome normal, é um negócio doido, que parece te consumir por dentro. Nunca senti nada parecido com isso na minha vida, e olha que, no passado, tive dias de não tomar café e só almoçar às 16h, e me sentia super bem, mas depois do baby, no máximo a cada duas horas eu precisa, e ainda preciso, comer algo. Outra coisa é o sono. Deus do céu, que sono é aquele?! Parece que os olhos vão fechar sem sua permissão. Mas nada de me sentir sem forças ou de querer ficar na cama, mesmo com sono estava disposta.

Diário da Futura Mamãe

Com quase dez semanas, tive um pequeno susto. O marido já estava no Rio e, numa bela manhã indo para o trabalho, eu quase apaguei. Sério, sabe aqueles troços que as mocinhas de TV têm e todos descobrem que ela está grávida?! Eu que achava que era conversa fiada, descobri que não. Suor frio, vista escurece, o mundo gira e você perde os sentidos. Não cheguei a apagar geral, mas foi péssimo. Passei o dia mal. Minha amiga Shirleide Lima, acabou sabendo do bebê, antes de muita gente, pois foi ela que me levou ao hospital. Na emergência da maternidade fui super bem cuidada, fiz exames, incluindo de glicose, e estava tudo normal. Falei com meu médico e fiquei de repouso três dias. Acho que foi o estresse de pensar em toda a mudança que viria, mas o médico falou que esse tipo de coisa era normal devido hormônios, desenvolvimento do bebê, coisa da circulação…

Logo após isso pensei em fazer o exame de sexagem, para saber o sexo, mas, outra vez, veio aquele medo, de me apegar ainda mais – era isso possível? – de começar a fazer milhões de planos – como se já não os tivesse feito e guardado no coração. Então, decidimos esperar um pouco mais. Embora meu filhote já tivesse “me dito” quem seria. Na décima segunda semana fiz a primeira morfológica. Foi como a sogra soube do neto, já dentro da sala. Até então achava que eu tinha algum “problema”, hehehehehe… Felizmente estava tudo certinho com meu pontinho que, a essa altura, estava todo lindinho, mexendo pernas e bracinhos sem parar. Esse exame é meio tenso, mas graças a Deus estava tudo bem.

No finalzinho dessa mesma semana, faltando um dia dia para a décima terceira, outro susto. Estava quase no final do expediente quando senti uma cólica estranha, fui ao banheiro e entrei em pânico quando vi o sangue. Mais uma vez, a protetora/ajudante da Cirdele grávida estava lá, e fomos nós ao hospital. A dor era terrível, pareciam contrações mesmo. Fiquei desesperada. Só queria o meu marido, mas ele estava a sei lá quantos quilômetros de distância da gente. Depois de dois remédios, de exames com o médico e uma ultra, foi possível ver que estava bem. Útero fechado, sem descolamento de placenta, ao menos não detectável pelos exames, apenas muito repouso como recomendação. Na verdade fiquei mesmo foi de molho, mofando quase que literalmente, mas o susto passou. Tivemos que remarcar passagens e a mudança, que estava tudo acertado para dali a três dias. Duas semanas depois fui liberada e, enquanto a mudança seguia para o Rio, fui ao Ceará, buscar colo da mamãe.

Agora, essa história e a continuação fica para depois!

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